Ainda usamos e-mail marketing?

Postado por: admin | Data: 14 de janeiro de 2016 | Categoria: Artigo Eduardo Ribeiro

A motivação para este post vem de um comentário feito pelo leitor Eduardo (outro Eduardo, neste caso juro que não fui eu! rsrsrs) no post DBM Boas Práticas. Ele comenta que o e-mail parece estar cada vez mais em desuso e pergunta se redes sociais e ferramentas de mensagem como o onipresente Whats App também podem ser usados como canal de relacionamento com os clientes.

 

Então vamos por partes: o e-mail está caindo em desuso? Esta é uma discussão antiga e polêmica no mercado de marketing direto (ou marketing de relacionamento ou Marketing Orientado por Dados) desde que as redes sociais começaram a ganhar força. Muitos disseram que e-mails seriam simplesmente substituídos por contas no Facebook ou twitter. Depois vieram as mensagem de texto pela rede de dados no celular e uma grande parte da comunicação que ocorria por e-mail passou a ser feito de forma mais ágil, curta e direta. Mas será que isso significa que o e-mail está morrendo?

 

Bem, como eu disse, o assunto é polêmico mas a minha opinião é que o e-mail não está morrendo e nem sequer está doente. É verdade que do ponto de vista pessoal estamos diminuindo sua dependência para manter as relações sociais e também é verdade que o marketing se apropriou de novos canais para fazer sua mensagem chegar até clientes e potenciais clientes. Porém muitos praticantes de marketing continuam reportando a eficiência deste canal, muitas vezes sendo o canal que gera mais resultado e tem o melhor ROI.

 

A ABEMD (Associação Brasileira de Marketing Direto), por exemplo, publicou um estudo realizado com cerca de 3.000 profissionais de empresas anunciantes, prestadores de serviço e desenvolvedores de tecnologia envolvidos com o Marketing Orientado por Dados (The Global Review of Data-Driven Marketing and Advertising) em mais de 17 países. Uma das perguntas diz respeito ao desempenho dos canais de publicidade e marketing em comparação com o ano anterior. A pesquisa atribui um grau de 1 a 5 onde “1” significa que “o desempenho do canal declinou substancialmente” e “5” que “o desempenho do canal aumentou substancialmente”.

 

O e-mail marketing marketing recebeu grau 3.50 na comparação “2015 x 2014” e 3.51 na comparação “2014 x 2013”. Ou seja, acima da linha do “nenhuma mudança”. TV sob demanda, mídia exterior digital, mala direta e telemarketing tiveram classificação pior que esta. Aplicativos móveis, publicidade em display digital, Busca (SEO/SEM), gerenciamento de conteúdo em mídias sociais e otimização de conteúdos para sites tiveram índice maior de aumento no desempenho.

 

A-ha! Está vendo! Mídias sociais, aplicativos móveis…

estão melhores que o e-mail!

 

Opa, calma lá! Percebam que este índice mostra que o e-mail marketing, apesar de ser um canal mais antigo e mais utilizado do que a maioria dos outros canais, ainda apresenta crescimento consistente no desempenho ano após ano. Diversos anunciantes continuam declarando que o bom e velho e-mail marketing, quando bem feito, ainda é o canal que traz mais resultado. Henrique Carvalho, do site Viver de Blog e co-autor do livro Negócios Digitais – aprenda a usar o real poder da internet nos seus negócios afirma que “sua lista de emails é um dos ativos mais importantes que você pode ter para o sucesso do seu empreendimento online”. No estudo “2015 State of Marketing” realizado pela SalesForce com mais de 5.000 empresas em 2014, 73% dos profissionais consideram o e-mail essencial para seus negócios sendo que 21% declara que o e-mail marketing produz ROI significativo.

 

Mas é claro que isso não significa que qualquer e-mail marketing trará bons resultados e muito menos que os demais canais não devam fazer parte de uma estratégia completa de touchpoints para um relacionamento ativo (e lucrativo) com os clientes. Muito pelo contrário, marketeiros inteligentes criarão uma composição de canais de forma integrada, maximizando o resultado de sua política de relacionamento com os clientes. Cada canal demonstrará suas forças e fraquezas dependendo do negócio, da base de clientes, do conteúdo e objetivo da mensagem, do… enfim, de um montão de coisas!

 

E como este post já está ficando grande demais, eu vou parando por aqui (por enquanto) deixando a mensagem de que o e-mail marketing mantém sua potência e não deve ser, de forma alguma, negligenciado em sua estratégia de comunicação. Amanhã eu respondo à outra parte desta questão: DBM também pode ser usados com outros canais?

 

E você, o que acha? O e-mail marketing está morrendo?

 

Abraços, bons resultados e até a próxima.

 

 

 

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2 respostas para “Ainda usamos e-mail marketing?”

  1. Margarete disse:

    Olá Eduardo, muito bom o artigo! Também considero a lista de emails um bem precioso! Pelo email podemos conversar abertamente com quem se interessa pelo nosso trabalho! É um excelente canal de comunicação. Facebook, instagram, etc, captam o cliente e o email marketing fideliza.

    • admin disse:

      Olá Margarete, obrigado pelo elogio e a ideia é esta mesmo, as redes sociais podem captar clientes, mas o e-mail é uma ferramenta bem poderosa para manter o relacionamento.
      Abraços, ER.

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