Analítico versus Transacional

Postado por: admin | Data: 29 de janeiro de 2016 | Categoria: Artigo Eduardo Ribeiro

Em se tratando de tecnologia aplicada, seja à inteligência de marketing, seja ao marketing de relacionamento, seja a qualquer outra atividade, há que se entender que existe uma diferenciação importante entre o Analítico e o Transacional (ou operacional). Em uma primeira vista esta diferença não só é clara como óbvia:

Transacional refere-se a toda a estrutura tecnológica e de dados que dá suporte às transações de uma empresa, enquanto que…

Analítico refere-se a toda a estrutura tecnológica e de dados que dá suporte às atividade de análise envolvidas em certa área do conhecimento.

Assim como o Porsche 911 Carrera é um carro maravilhoso para passear seus 370 cavalos de potência por estradas lisas do litoral, dificilmente ele seria adequado para levar sua família com esposa, filhos e agregados por um passeio dominical. Neste caso a boa e velha Kombi faria um trabalho muito melhor. No caso de sistemas acontece a mesma coisa. Um sistema preparado para garantir uma operação otimizada e enxuta pode até emitir um relatório aqui ou ali, mas dificilmente se prestará de forma adequada a um processo de análise.

Então, refletindo um pouco mais sobre isso, é possível concluir que, para cada atividade operacional da empresa que seja suportada por um sistema de informações, é possível existir um primo próximo deste mesmo sistema de informações que esteja preparado para a análise, investigação e exploração de dados. Aliás, que fique claro, os dados são os mesmos! Só estão organizados de forma diferente para toná-los mais adequados a uma ou outra função. Porsche e Kombi são carros e têm os mesmos elementos (chassis, motor, suspensões, rodas, bancos, volantes e pedais) dispostos e construídos de maneiras diferentes.

Vamos voltar ao CRM, por exemplo. Por analogia deve existir portando um CRM Operacional e um CRM Analítico, certo?

Certo! Uma coisa é a estrutura de sistemas suportar as operações de relação com o cliente, ou seja, devem ter os dados mais atualizados do cliente tanto no que diz respeito ao cadastro (endereço atual, e-mail atual, segmento ao qual o cliente faz parte etc.) e garantir que a operação aconteça com a performance e assertividade adequada à operação. Outra coisa é a estrutura que permite analisar historicamente por quais segmentos o cliente passou, se o seu e-mail estava atualizado no momento em que houve uma ação de marketing e que garanta que todos os clientes que moram na rua Nossa Senhora de Copacabana serão clusterizados como moradores da mesma rua, independentemente da grafia que foi utilizada (Nossa Senhora de Copacabana, Nossa Sra de Copacabana…).

No caso do CRM alguns autores denominam separadamente a estrutura operacional (chamada simplesmente de CRM) da estrutura chamada de Customer Data Plataforma (CDP), como uma versão moderna de um Data Warehouse de CRM. Nesta matéria sobre personalização da Harvard Business Review, por exemplo, os autores alegam que “os sistemas tradicionais de CRM, construídos sobre bancos de dados relacionais mais rígidos, geralmente não possuem a flexibilidade e escalabilidade necessária para lidar com volumes vastos de dados estruturados e não estruturados”. Dados estes que seriam utilizados em um Customer Data Plataform.

Poderíamos entrar em detalhes mais técnicos que diferenciam estes dois mundos, mas por enquanto vamos parando por aqui e deixamos o mergulho técnico para outro post.

Abraços, bons resultados e até a próxima.

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