De onde vem isso tudo

Postado por: admin | Data: 1 de janeiro de 2016 | Categoria: Artigo Eduardo Ribeiro

Acho que o blog deve iniciar com uma explicação de seu objetivo de vida, do seu propósito e do motivo que me levou a escrever sobre tecnologia e marketing. Começando por esta última questão, desde que me entendo por gente eu já havia tomado a decisão de que estudaria e trabalharia com informática. Meu pai trabalhou décadas em uma empresa federal de processamento de dados e é certo que isso me influenciou. Ou, talvez, tenha sido uma questão de genética defeituosa, não sei.

Mas o fato é que eu já havia decidido me tornar um analista de sistemas muito antes de conhecer de verdade um computador e mesmo sem entender o que este nome engraçado significava (“Analista de Sistemas”… minha mãe fazia “análise” com um terapeuta que foi padre, então eu associava uma coisa na outra e tinha uma certa dificuldade de entender as relações…). E foi este o caminho que eu segui no vestibular quando comecei a estudar Tecnologia em Processamento de Dados na PUC-RJ em 1994.

Fui estagiar cedo e o meu primeiro estágio foi em uma agência de publicidade. E aí talvez algo tenha dado um certo nó na minha cabeça. Em uma época em que as pessoas confundiam marketing com publicidade, eu comecei a achar bem interessante aquela estória de anunciar e fazer vender produtos diversos. Mudei de estágio e fui me entranhando cada vez mais na informática até que, em 1996, consegui o meu primeiro emprego como “desenvolvedor de sistemas”. Naquela época as empresas não usavam mais o termo “Analista de Sistemas” (apesar de que eu continuo preenchendo isso no campo profissão na maioria das fichas cadastrais até hoje).

No meu primeiro dia de trabalho um colega mais velho chamado Elmo me chamou em um canto e fez a seguinte profecia: “Eduardo, você está começando agora, está jovem e empolgado, mas vou lhe dizer uma coisa que você irá carregar para o resto da vida: você vai querer mudar de profissão, ninguém quer passar a vida inteira trabalhando com informática”. Achei aquela profecia um pouco maluca porque, afinal, eu estava empolgado e conhecia o exemplo do meu pai, que foi um analista de sistemas feliz e realizado até o último dia de sua carreira, quando se aposentou.

A profecia não se concretizou totalmente. Mas também não falhou completamente. Eu já havia sido mordido por um bichinho chamado marketing, mas ainda não sabia como poderia combinar as duas coisas. Até que no ano 2000 fui convidado a liderar um projeto de Database Marketing. Mais uma vez eu não fazia a menor ideia do que era Database Marketing, mas tinha marketing no nome e seria algo que eu poderia aplicar os meus estudos e a minha formação de TI. Mergulhei de cabeça.

Foi nesta época que eu descobri que tecnologia e marketing poderiam (e deveriam) trabalhar juntas. Com o passar do tempo o DBM me apresentou um monte de outras siglas como CRM, ICA, RFV, LTV e muitas outras. E o que aconteceu com o mundo? Ele foi se transformando de uma tal maneira que hoje o marketing e a tecnologia estão mais unidos do que nunca. Vivem juntos de uma forma que seria impossível separá-los novamente. Trabalhar no marketing hoje se assemelha muito mais a trabalhar em uma profissão exata do que no passado, embora ainda exista um grande componente lúdico e emocional envolvido.

Bem, foi assim que tudo começou para mim.

Abraços, bons resultados e até a próxima.

Eduardo Ribeiro

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