Follow-up

Postado por: admin | Data: 22 de fevereiro de 2016 | Categoria: Artigo Eduardo Ribeiro Referências Small Business

Hoje uma das grandes dificuldades para qualquer profissional moderno é realizar adequadamente o follow-up de suas tarefas. Com o mundo cada dia mais fluido, intenso e colaborativo, a maior parte das atividades profissionais envolve múltiplas interações, dependências das ações de outras pessoas e, é claro, um volume de informações difícil de ser administrado pelo cérebro humano.

Quando olhamos para o relacionamento com clientes ou potenciais clientes com este mesmo foco, percebemos que o problema continua existindo. Manter o rastreamento e o acompanhamento de cada interação (o follow-up) acaba se tornando uma atividade bastante complexa.

Para tratar desta questão as grandes companhias investem em softwares de CRM ou de gestão comercial e réguas automatizadas de relacionamento. Estas ferramentas, obedecendo a um plano de relacionamento, garantem que o follow-up com o cliente seja feito, suportado por interações humanas e automatizadas.

 

Mas como fica o follow-up destas relações nos negócios de pequeno porte?

 

Como registrar, planejar e agendar as interações necessárias sem o suporte de sofisticados softwares e pomposas réguas de relacionamento automatizado e baseado em canais eletrônicos como mensagens push, sms, e-mail marketing etc.?

Simples! Para que pequenos empresários ou profissionais liberais consigam fazer adequadamente seu follow-up no relacionamento com os clientes, eles irão precisar de apenas uma ferramenta: disciplina. Exatamente, nada além de disciplina e talvez uma agenda (física ou eletrônica). Segue um depoimento pessoal sobre a escolha do pediatra de meus filhos.

No primeiro filho uma série de decisões importantes são tomadas. Entre elas precisamos escolher o pediatra que acompanhará a criança. É claro que não se trata de uma escolha gravada em pedra e mudar de pediatra no meio do caminho é bastante comum. Mas, ainda assim, esta faz parte do rol de decisões importantes que pais, sobretudo de primeira viagem, precisam tomar.

No nosso caso tivemos o privilégio de poder escolher um médico particular e, com isso, diversas opções e indicações surgiram ao longo da gravidez. Procuramos por referências entre outros médicos, pesquisamos na internet e chegamos a fazer algumas entrevistas. Sim, marcamos entrevistas com potenciais pediatras como se nosso primogênito fosse um novo membro da família real! No final, um dos motivos que nos levou a escolha definitiva (e continuamos satisfeitos com ela até hoje) foi que o médico, não só é super disponível, como também é atencioso no nível de ligar por conta própria para saber como o nosso reizinho está.

Em outras palavras, follow-up!

Então um profissional liberal, sem equipe de TI e para quem CRM significa apenas Conselho Regional de Medicina, mostra-se extremamente eficiente em fazer o follow-up das interações com seus clientes (no caso, pacientes).

Isso só é possível porque, conforme afirmei no início deste artigo, para se fazer um follow-up eficiente basta disciplina e, talvez, uma agenda. Se este médico separa, por exemplo, meia-hora por dia (um horário de consulta sem marcar nenhum paciente) para realizar as interações de follow-up, vai deixar de faturar uma consulta por dia, mas garanto que aumentará muito o seu valor perante os pacientes.

Talvez ele possa usar tecnologia um pouco mais sofisticada do que uma agenda em papel como, por exemplo, uma agenda eletrônica do Google. Pode também usar uma ferramenta de follow-up como o Todoist ou Asana. Mas, neste caso, o suporte tecnológico é menos importante do que o hábito.

Abraços, bons negócios e até a próxima.

ER

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