História do Marketing Direto

Postado por: admin | Data: 4 de fevereiro de 2016 | Categoria: Artigo Eduardo Ribeiro
História do Marketing Direto
Uma vez um amigo comentou que, em todas as palestras que ele vai, o apresentador começa contando a história de alguma coisa. Palestra de Informática, vamos falar da história da informática. Palestra de Veterinária, história da veterinária. Palestra de Marketing Direto, história do marketing direto.

Segundo ele, isso é muito chato e não serve para nada, ou seja, é apenas uma grande perda de tempo. Nesta época eu estava escrevendo minha tese de mestrado e tinha acabado de terminar o capítulo que falava de Marketing Direto. Este capítulo começava justamente com uma pesquisa sobre a história desta atividade.

À princípio fiquei um pouco frustrado, mas depois percebi que olhar para trás, às vezes, pode ser chato. Mas às vezes explica situações que vivemos com naturalidade e que, na verdade, remontam a acontecimentos passados que simplesmente desconhecíamos. Assim sendo, acho que falar um pouco da atividade de marketing que suporta a maioria das premissas que discuto neste espaço terá, sim, o seu valor. Se você não concordar com isso e pensar igual ao meu amigo, peço que faça um esforço e leia o post até o final. Se a sua opinião não mudar, pode reclamar nos comentários… 🙂

O marketing direto como atividade remonta há mais de dois mil anos antes de Cristo. Nesta época, comerciantes do Golfo Pérsico enviavam mercadorias por barco para serem vendidas diretamente aos seus clientes em outras regiões. Alguns comerciantes utilizavam-se de ajustes de preço e conteúdo das mercadorias para obter melhores resultados. Ou seja, certas mercadorias eram oferecidas apenas a um grupo de cliente e para outros grupos o preço praticado era diferente. Isso lhe lembra alguma coisa? (não precisa falar muito alto, mas eu chamaria isso de segmentação…)

Porém, durante a Revolução Industrial no sec. XVIII, o mundo sofreu uma grande transformação e o crescimento acelerado dos mercados trouxe uma característica interessante de aumento de demanda. Nesta época o limitador não era o mercado, mas sim a capacidade produtiva. Ou seja, tudo o que se conseguia produzir era vendido facilmente. Parece o mundo dos sonhos dos marketeiros, não é? Mas em um ambiente com estas características, práticas de marketing direto perderam a força.

Mesmo o marketing tradicional não tinha tanta importância. Bastava informar a disponibilidade de um produto que o próprio mercado fazia o resto. Infelizmente esta alegria não durou muito mais que um século e já no século XIX as práticas de marketing direto voltaram a ficar em evidência, desta vez nos Estados Unidos. Um dos pioneiros foi Eli Terry que vendia relógios customizados e de porta-a-porta. Um verdadeiro marketing one-to-one!

Ainda no século XIX, alguns comerciantes ficaram famosos ao anunciar seus produtos com o uso de tambores pelas ruas das cidades que visitavam. Eu diria que esta é uma técnica muito semelhante a fazer um SPOT de rádio com um 0800 no final. Só que sem o rádio e sem o 0800! 🙂 A prática de se anunciar produtos com auxílio de tambores acabou por dar origem aos catálogos de produtos para venda direta, que eram colocados nas caixas de correio de clientes potenciais.

Os irmãos Butler foram pioneiros no uso desta técnica de venda, lançando em 1877 um dos primeiros catálogos, chamado Our Drummer (algo como “O nosso tambor”). Ao longo do século XX, o marketing direto foi evoluindo, adquirindo novos adeptos e experimentando novas ferramentas e canais. Não é mais usual que o vendedor faça contato porta-a-porta como fazia Eli Terry e os catálogos impressos já estão um pouco fora de moda. Neste século, a oferta de marketing direto chega aos clientes e prospects através de outros tipos de “tambor” como correios, telefone, correio eletrônico, torpedos sms, redes sociais etc.

Bons resultados, abraços e até a próxima.

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