O Passado do Presente

Postado por: admin | Data: 5 de fevereiro de 2016 | Categoria: Artigo Eduardo Ribeiro

No último post contei brevemente parte da história do marketing direto no mundo. Em uma das passagens comentei que durante a Revolução Industrial o limitador não era o mercado, mas sim a capacidade produtiva. Bastava produzir e colocar na prateleira que a venda acontecia. Sempre que faço este comentário com pessoas de marketing, percebo um lampejo de inveja em seus olhos. “Nossa, como a minha vida seria mais fácil”.

 

O interessante é que este fenômeno ainda acontece hoje em dia! De forma muito mais isolada, é claro. E, nestas situações, a vida do profissional de marketing não é facilitada. Na verdade a vida do profissional de marketing vira um inferno porque a sua necessidade passa a ser questionada e ao invés de ser tratado como “investimento” ou “receita”, ele passa a ser um “custo”.

 

Isso acontece sempre que um produto novo e inovador é lançado e sua necessidade fica comprovada pelos clientes. Normalmente este é o começo de uma empresa de rápido crescimento, o telefone não pára de tocar e a produção sofre para entregar todos os pedidos. Nesta fase, normalmente a empresa não possui um marketing estruturado. Algumas atividades de marketing, como a promoção do produto, são executadas por pessoas que não possuem capacidade técnica, formação e nem tempo para se dedicar ao assunto.

 

Mas, afinal, o produto é maravilho, vende sozinho… Aí o ciclo de vida do produto passa, concorrentes correm atrás do prejuízo, clientes não ficam mais tão satisfeitos assim e toma-se a decisão: precisamos salvar a empresa! Vamos contratar uma “pessoa de marketing”. Eis que chega ao caos o salvador! Sem que uma estratégia de marketing tenha sido definida, sem que ferramentas tenham sido criadas, sem que processos tenham sido elaborados para apoiar o marketing…

 

Resta saber se, nesta hora, ainda vai dar tempo. Já passei por esta situação milhões de vezes. A empresa sobrevive dez anos sem levar à sério a atividade de marketing (ou relacionamento com cliente, ou geração de demanda…) e de repente se dá conta que ela é necessária. Aí contrata um gerente, chama um consultor, e quer que um plano de marketing salvador apareça em um mês! Não é assim que as coisas (certas) funcionam.

 

Abraços, bons resultados e até a próxima.

ER

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